Uma bagagem de dois anos pronta para seguir viagem
Desde aquele sábado de 20 de abril de 2024, véspera do Dia Mundial da Criatividade, quando o clubinho foi lançado, o que se viu foi um caminho de invenção, afeto e descoberta que não caberia num só aniversário. Ali começava uma proposta que juntava Robótica, Cultura Maker, STEAM, Empreendedorismo e noções de Propriedade Intelectual – tudo na cara dura da escola pública e com o entusiasmo de quem acredita que aprender pode (e deve) ser sinônimo de criar, inclusive as oportunidades.
De lá para cá, foram muitas conquistas, e não estamos falando apenas dos prêmios, embora eles também tenham sido fundamentalmente importantes: o reconhecimento nacional no II Prêmio PI nas Escolas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Ministério da Economia), com vitória na categoria “Criatividade”; o 3º lugar no Prêmio Educador Nota 10 do Instituto Alpargatas; além do 2º lugar estadual no Prêmio Educador Transformador do Instituto Significare, em parceria com o Sebrae e a Bett Brasil. Esses feitos mostram que o que fazemos tem força, alcance e sentido.
Mas o que mais nos orgulha é a soma de tudo o que veio junto: as visitas aos espaços culturais, os educadores e parceiros que passaram por aqui, as oficinas que deixaram as mesas cheias de fios, LEDs, peças e gargalhadas; nosso primeiro joguinho autoral criado para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia; as visitas ao HackaTruck MakerSpace (2024) e ao Imagineland On The Road (2025); as Rodas de Invenções com o Instituto Catalisador; a presença na Feira Literária Internacional de Campina Grande; e, claro, os 11 livros autorais dos nossos SuperAutores, que viraram papel, capa e memória viva.
É por isso que a ideia de um clubinho estancado nos entristece tanto!
O educo.work nunca foi feito para repetir ciclo por repetir. Ele existe para avançar, explorar mais, pensar mais longe, criar mais. Para isso, apoio e infraestrutura são o mínimo, e infelizmente é justamente isso que ainda tem faltado, sobretudo por parte de quem deveria sustentar e ampliar esse tipo de iniciativa: a Secretaria de Educação de Campina Grande. Há uma tristeza legítima nisso, porque a nossa Escola Municipal Félix Araújo já provou, diversas vezes, que sabe fazer muito com pouco – com doações de livros, peças de montagem, licenças de software (ainda não usadas porque o nosso pedido de máquinas com Windows não foi sequer respondido!) e com a presença de pessoas que chegam e ficam para sempre nos corações dos pequenos.
Pesa perceber que a importância institucional nem sempre aparece na mesma intensidade com que surge na hora das celebrações e das premiações, sobretudo para as fotos de jornais e redes sociais.
Ainda assim, não cogitamos parar. Nem por um instante. Se hoje falta mais estrutura e novos recursos, talvez eles possa vir de outra fonte, pública ou privada, talvez do terceiro setor, talvez de um novo parceiro que ainda esteja por aí, esperando o momento certo de se juntar a nós. Contatos já estão sendo feitos, ideias já estão em movimento, e a verdade é que o coração dos pequenos continua empurrando tudo para a frente. E quando a vontade é forte, quando a rede é boa e quando a esperança é teimosa, a gente sabe que o próximo capítulo insiste em chegar.
Por isso, neste segundo aniversário, fica primeiro o agradecimento, e depois a certeza. Obrigado a cada criança, família, professor, parceiro, voluntário e amigo que ajudou a construir esse sonho tão bonito. Obrigado por cada peça doada, por cada presença generosa, por cada palavra de incentivo e por cada mão estendida. Nosso clubinho é isso: uma obra coletiva em permanente construção.
E se hoje a celebração não aconteceu como queríamos, ela continua acontecendo de outro jeito – no que já foi feito, no que ainda vem e no que a gente ainda vai inventar. Porque sonhar é bom, construir é melhor ainda, e nós nascemos para fazer as duas coisas com o coração inteiro.

Comentários
Postar um comentário