Autores, ideias e um robô chamado Tony: nossa forma criativa de viver a FLIC 2025
Foi emocionante ver alunos de várias turmas reunidos para ouvir, experimentar e perguntar. A proposta girou em torno do exercício da autoria e do processo de produzir um texto que tem público, forma e responsabilidade. Em tempos em que celebramos a criatividade, foi especialmente potente dialogarmos também sobre Direitos Autorais – um tema que acompanha o educo.work desde sua concepção –, mostrando às crianças que suas histórias, ideias e imagens têm valor e merecem reconhecimento e proteção. Essa noção, trabalhada aqui com cuidado e afeto, dá sentido ao fazer artístico e jornalístico desde cedo: ser autor é ocupar um espaço no mundo que precisa ser respeitado.
Além do orgulho de ver as próprias palavras ganharem vida em um livro, o encontro reforçou laços: mostrou que o trabalho colaborativo entre escolas e universidades fortalece a cidade como espaço de criação e memória. E, como não poderia faltar, nossa cara maker também marcou presença. Tony, o mascote-robô que construímos no último sábado com o ECO20 da Robokit e a placa micro:bit, participou da festa como mediador de uma brincadeira interativa que indicava os temas das perguntas que as crianças fariam aos convidados. Tony foi pensado para ser mais do que um objeto: um elo lúdico entre literatura, robótica e programação.
Ao final, saímos com a sensação de missão cumprida! As crianças voltaram para casa com repertório ampliado, novos modelos de referência e a certeza de que suas vozes importam. Os autores-alunos do Projeto Anti-Horário levaram consigo o calor de uma escola que os escuta, deixando exemplos vivos de que escrever é poder e de que produzir cultura é caminho possível desde cedo. E até Antonio Simões – idealizador do projeto e coorganizador do livro – ao se reconhecer, de maneira carinhosa, em Tony, um gesto de afeto que selou, com bom humor, uma tarde especial!


Comentários
Postar um comentário